Fatos e acontecimentos que devem ser conhecidos!

 

 

Quando eu estava no colégio, as minhas professoras de História diziam que é necessário conhecer o passado para compreender o presente e planejar o futuro.

 

Parece que essa recomendação poderia ser aplicada rapidamente para as diretrizes nutricionais que tratam da ingestão de gordura,  carne e outros alimentos.


Vamos então conhecer alguns fatos e acontecimentos que são importantes sobre esse tema.


1825

O advogado e glutão francês Brillant-Savarin publica "A Fisiologia do Gosto", no qual ele diz ter identificado a cura para a obesidade: "Mais ou menos rígida abstinência de tudo o que é amido ou farináceo". 


1830

O consumo de açúcar nos EUA era de 6,8 kg por habitante, hoje é 68 kg por pessoa. Em grande parte devido a uma substância usada na industria alimentícia chamada de Xarope de Milho de Alta Frutoses (High Fructose Corn Syrup - HFCS).


1869

William Banting publicou "Letter Em Corpulence", livro dirigido ao público. Banting perdeu 38 kg através de uma dieta de restrição de carboidratos. O British Medical Journal e The Lancet relatram que a dieta de Banting poderia ser perigosa: "Aconselhamos o Sr. Banting a não se intrometer com a literatura médica de novo, mas se contentar em cuidar da vida dele".

 

 

1880-1910

A população dos EUA dobrou 37 para 75 milhões. Uma em cada três pessoas viviam em áreas rurais e consumiam produtos produzidos nessas áreas. A população dos EUA hoje é de 300 milhões e cerca de  1 por cento vivem em áreas rurais.


1906

O romance "The Jungle'' expõem as condições insalubres e desumanas em matadouros na área de Chicago e as vendas de carne caem cerca 50 por cento. Levou anos para que esse setor se recupera-se. Como acontece hoje, a carne de mais alta qualidade era aquelas produzidas em fazendas onde o gado era criado a pasto.

 
1910

O risco de diabetes tipo II era de 1:30. O risco hoje é de 1:3 de acordo com o Centro de  Controle de Doenças de Atlanta (CDC).


O consumo anual de manteiga era de 8,2 kg por pessoa. No ano de 2000 o consumo de manteiga foi reduzido para de 4 kg. Quando estávamos usando manteiga de alta qualidade, a mortalidade por doença cardíaca era inferior a 10 por cento. Hoje, com o consumo de margarina, a mortalidade por doença cardíaca é de 40 a 45 por cento. Tanto o Dr. Andrew Weil e o falecido Dr. Robert C. Atkins concordam: "Coma manteiga, não margarina, independentemente das alegações dos fabricantes!"


A banha, originada na gordura animal fundida a partir de suínos criados ao ar livre, era a gordura n º 1 na cozinha, desfrutando de 70 por cento do mercado. Era a melhor fonte de vitamina D e uma boa fonte de ácido palmitoléico, um ácido gordo anti-microbiano monoinsaturado que mata as bactérias e vírus. Hoje os óleos extraídos de sementes (como de soja) altamente processados ​​tem 70 por cento do mercado e zero a vitamina D. Agora, os mesmos especialistas que nos disseram para não comer banha estão nos dizendo que somos deficientes em vitamina D!


1911

Proctor & Gamble (P&G) introduziram Crisco, um tipo de gordura vegetal hidrogenada. P&G comprou a patente para a hidrogenação de gordura vegetal a partir de uma empresa  Inglesa que descobriu essa processo durante a tentativa fazer velas a apartir gordura artificialmente endurecida. Quando o advento da eletricidade na zona rural dizimou o mercado de velas, a P&G salvou o dia, fornecendo ao mundo o Crisco, uma alternativa barata para banha. Crisco contou com uma vida útil muito mais longa e, ao longo das décadas, deu aos americanos centenas de milhões de quilos de ácidos graxos trans.

 

1917

E fundada a Associação Americana de Nutrição e Dietética, que atualmente é a maior e mais importante associação de nutrição do mundo.


1918

O eletrocardiograma foi introduzido na cardiologia. O consumo de açúcar em 1920 nos EUA chega a 100 quilos por habitante.

      

1921

O hormônio insulina é descoberto. 


1924

Quatro cardiologistas fundam o American Heart Association (AHA). 

      

1930

O consumo de margarina atinge cerca de 1 kg por pessoa. 


1934

O exame de sangue para o colesterol é desenvolvido.

      

1937

Os bioquímicos da Universidade de Columbia, David Rittenberg e Rudolph Schoenheimer, demonstram que o colesterol da dieta tem muito pouco efeito sobre o colesterol no sangue. Embora nunca tenha sido refutada, por trinta anos, as Orientações Dietéticas Federais nos EUA recomendam que a ingestão de colesterol na dieta seja menor do que 300 miligramas por dia. 


1945

American Heart Association recebe um total de U$ 100.000 em doações.


1948

Consumo de gordura vegetal é de 12,7 kg por pessoa e em 1976 atinge 25 kg. Isso acontece juntamente com o fato de a obesidade e diabetes se tornarem um problema de saúde pública. Ocorre aumento do consumo de gordura vegetal altamente processada e uma redução do consumo de gordura de animais. 


Lei Nacional do Coração criou o Instituto Nacional do Coração (National Heart Institue) e o Conselho Nacional do Coração (National Heart Council) nos EUA.


American Heart Association "torna-se" uma organização sem fins lucrativos, contrata um ex-vendedor de bíblia (Mr. Betts) e uma agência de relações públicas para a captação de recursos.


1949

American Heart Association levanta 3 milhões de dólares.


O termo Arteriosclerose é adicionado à Classificação Internacional de Doenças (CID), provocando um forte aumento no número de mortes relatadas por doenças do coração. Surge uma aparente epidemia de doenças cardíacas.


O leite pasteurizado torna-se obrigatório. Durante a Segunda Guerra Mundial, leite contaminado produzido por trabalhadores inexperientes (substitutos dos funcionários que foram para a Guerra) são relacionados com a morte de inúmeras pessoas. O governo culpou o leite cru, não os problemas gerados pelo deslocamento dos funcionários experientes para a guerra. A pasteurização mata as enzimas que torna mais fácil para que as proteínas do leite sejam absorvidas e destrói muitos outros nutrientes essenciais, incluindo a vitamina B-12.


1950

Usando uma recém-inventado tipo de centrífuga, na Universidade da Califórnia o cientista médico John Gofman, descobriu várias substâncias parecidas com gordura circulando no sangue, incluindo LDL e VLDL . Nos último 60 anos a ciência relatou que o colesterol total é "pobre preditor" de doença cardíaca.


1951

Ancel Keys, professor da Universidade de Minnesota, assiste uma conferência em Roma sobre nutrição e doenças, descobre que a doença cardíaca é rara em algumas populações do Mediterrâneo que consumiram uma dieta pobre em gordura. Ele observou , também, que os japoneses tinham dietas de baixa gordura e baixas taxas de doenças do coração. Ele levanta a hipótese de que a gordura era a causa de doença cardíaca.


É publicado o livro "Prática de Endocrinologia", escrito por sete médicos britânicos de destaque, onde recomendações de perda de peso são quase idênticas as de Banting. Pão e tudo feito com farinha; cereais, incluindo cereais matinais e pudins de leite; batatas e todos os outros vegetais de raiz; alimentos que contenham açúcar e todos os doces devem ser evitados.

      

1953

Ancel Keys, convencido de que a gordura na dieta é a causa de doença cardíaca, publicou seu trabalho que analisa seis países. Os resultados sugerem uma associação entre a gordura dietética e mortalidade por doença cardíaca. Os críticos apontaram que Keys tinha dados de 22 países, mas os dados selecionados foram somente apenas 6. Keys excluiu  a França, um país com uma dieta rica em gordura e baixas taxas de doenças do coração.


1955

O presidente americano, Eisenhower, sofre seu primeiro ataque cardíaco aos 64 anos. Lhe foi prescrita uma dieta de baixo teor de gordura e colesterol. Durante as seis semanas seguintes notícias sobre o estado do presidente eram vinculadas duas ou mais vezes por dia. Seu colesterol total no momento do ataque era de 165 ml/dl. Eisenhower foi "condenado" a comer torradas e pão no café da manhã e apenas um ovo por semana. Seu colesterol continuou a subir, mesmo com a dieta de baixo teor de gordura e atingiu 259 ml/dl no dia em que deixou o cargo. Eisenhower teve vários ataques cardíacos e acabou falecendo de doença cardíaca.

 

John Gofman relata que os carboidratos podem elevar VLDL (lipoproteína que transporta gorduras no sangue) que são produzidas no fígado a partir do excesso desse macronutriente. Gofman escreveu: "A restrição de carboidratos diminui o VLDL." Carboidratos em excesso levam a uma elevação dos triglicerídeos (mais VLDL) e do aumento do risco de doença cardíaca. John Peters , Yale School of Medicine, usando uma nova centrífuga analítica, foi capaz de quantificar a concentração de triglicerídeos no VLDL, confirmando o trabalho de Gofman .

      

1956

American Heart Association (AHA) realiza uma festa beneficente que é divulgada pelas redes de TV, estimulando os americanos a reduzir o consumo de gordura total, gordura saturada e colesterol. AHA recomendava margarina , óleo de milho ,cereais matinais, e leite desnatado  para um "coração saudável". A mesma dieta prescrita para o presidente Eisenhower.

 

1956

John Gofman relata que a maioria das pessoas com doença cardíaca tinham níveis elevados de triglicerídeos, redução do HDL e não colesterol alto. A pesquisa ?(Carbohydrates Induced Lipemia) de Gofman mostrou que a influência dos carboidratos na  doença cardíaca foi amplamente ignorada.

 

1957

Hilde Bruch, a principal autoridade sobre obesidade infantil, escreveu: "O grande progesso no controle dietético da obesidade foi o reconhecimento de que a carne não estava produzindo gordura, mas que são o pão e os doces que levam à obesidade.

      

As vendas de margarina superam a venda de manteiga pela primeira vez. O consumo por habitante de margarina atinge 9 quilos. Enquanto a manteiga é uma boa fonte de vitamina A que combate infecção, a margarina não apresenta nenhum tipo de vantagem. Margarina, gordura vegetal de cozinha e óleos vegetais contêm excesso de ômega 6 (ácido linoléico). Se há algo ruim para a saúde é o excesso de omega 6, pois isso leva a lesões e inflamação dos tecidos coporais. 

    

1960

Exame de sangue para a insulina é desenvolvido.

 

Jack La Lanne se torna o guru de fitness da América enquanto a receita da indústria de fitness nos EUA era de 200 milhões de dólares e a obesidade não era um problema de saúde pública.

     

American Heart Association levantou 35 milhões dólares  e adota oficialmente a dieta de baixa gordura para prevenção de doenças cardiovasculares. 


Ancel Keys se torna membro  do conselho do AHA e aparece na capa da Time Magazine. 


A mídia passa a repercutir o mantra da dieta de baixo teor de gordura.

      

O Estudo de Framingham Heart Study, usando dados de 5 anos divulga que homens com menos de 50 anos com colesterol elevado têm maior risco de doença cardíaca. No entanto, este grupo de homens de meia-idade também foram mais propensos a fumar, estar acima do peso e não se exercitar. Estes se tornaram os  famosos fatores de risco de  Framingham e o colesterol elevado atinge o topo da lista. Além disso, esses homens tinham açúcar elevado no sangue, uma associação totalmente esquecida ou ingorada. Na cidade Framingham, uma vez que homens chegavam aos 50 anos ?(a idade em que o risco de ataques do coração) as doenças cardíacas não apresentavam associação com o colesterol elevado. Este último achado foi recebido com silêncio e foi capaz de tirar o sono dos cardiologia dos EUA.

 

Pete Ahrens da Universidade Rockefeller e Margaret Albrink de Yale informam que os triglicérideos elevados foram associados com risco aumentado de doença cardíaca e que dietas com baixo teor de gordura e ricas em carboidratos elevam os triglicerídeos. Assim, carboidratos e não gordura, seriam os resonsáveis pelo aumentam o risco de doença cardíaca.

 

1966

Jeremias Stamler, professor da Universidade de Northwestern, membro do conselho do AHA e um defensor da teoria de Ancel Keys , promove a mudança para gorduras vegetais no seu livro "Seu Coração Tem Nove Vidas", que curiosamente foi  financiado pelos fabricantes do óleo de milho (Mazola)  e da margarina (Fleissmann).

      

1967

O Jornal da Associação Médica Americana publica o trabalho de Peter Kuo, da Universidade da Pensilvânia, onde ele demonstrou que 90% de 286 pacientes com aterosclerose  tinham os triglicerídeos elevados. Esta e todas as outras pesquisas que desafiam o "Evangelho segundo Keys" acabam sendo ignoradas e fortemente desconsideradas.

      

1970

As diretrizes anti-gordura do American Heart Association agora englobam crianças e mulheres grávidas. Como consequência direta, um programa do governo federal  deassistência alimentar a mulheres com filhos pequenos somente permite leite desnatado ou leite de baixo teor de gordura para crianças acima de 2 anos de idade 

 

Margaret Albrink, Peter Kuo, Lars Carlson e Joseph Goldstein relataram que níveis elevados de triglicerídeos foram mais comuns em pacientes com doença cardíaca do que o colesterol elevado. Eles confirmaram que a maioria das pessoas com doença cardíaca têm o que Gofman chamou de  "Alteração da quantidade de gordura no sangue gerada pelos carboidratos".

      

1971

O best-seller  anti-carne "Dieta para um pequeno planeta" é publicado. O argumento de Francis Moore Lappe para o vegetarianismo é que essa é a maneira de alimentar o mundo dos pobres. Durante os anos de 1970 (pós Vietnã) foi sugerido que os americanos se sentiam culpados por ter abundância de "alimentos saudáveis" ​​para comer.

 

1972

Dr. Robert C. Atkins publica o livro "Diet Revolution", onde defende uma dieta rica em gordura para a perda de peso. Atkins vende um milhão de cópias em 6 meses. Atkins leu pela primeira vez sobre o valor de uma dieta rica em gordura para a perda de peso em um artigo de autoria do Dr. Alfred Pennington no jornal da Associação Médica Americana.

 

1973

A Associação Médica Americana ataca Dr. Atkins chamando sua dieta de alto teor de gordura de "fraude perigosa'. Atkins se defende perante uma comissão do Congresso Americano.

      

1974

Framingham Heart Study, com dados de 24 anos, divulgas que os homens com os níveis de colesterol abaixo de 190 mg/dl eram três vezes mais propensos a ter câncer de cólon do que os homens com colesterol maior do que 220 mg/dl. Na cidade de Framingham houve uma forte associação entre o baixo colesterol e morte prematura. Além disso, não houve relação entre colesterol elevado e morte súbita.

 

1976

O FDA (Departamento de Administração de Drogas e Alimentos dos EUA) reconhece como seguro o uso dos óleos de soja hidrogenados, apesar do bioquímico Mary Enig (PhD em gorduras) ter advertido o governo de que entre seus muitos perigos as gorduras trans interfeririam nos receptores de insulina das membranas celulares e causariam um aumento do risco de diabetes. Em 2005 o Dietary Guidelines finalmente (mas de forma tímida) advertiria os americanos para "limitar os ácidos graxos trans" e o coloca a gordura saturada em uma nova categoria, sem sentido, chamada de "Bad Fat".

 

Nathan Pritikin abre seu primeiro Centro de Longevidade de "Baixa Gordura". Um participante é o rechonchudo senador dos EUA, George McGovern. Embora tenha saido do programa de Pritikin, estava convencido de que a gordura era a responsável por nos faz engordar e também pelas "doenças mortais" como o câncer e doenças cardíacas. Nathan Pritikin cometeu suicídio anos mais tarde, quando sua dieta de baixa gordura não conseguiu protegê-lo da leucemia.

 

O comitê legislativo para Nutrição e Necessidades Humanas, liderado pelo  senador George McGovern conduz dois dias de audiências sobre "Dieta e Doenças Assassinas". Os participantes eram advogados e ex- jornalistas sem formação científica. No livro "God Calories Bad Calories" (publicado em 2007), Gary Taubes relata que McGovern e sua equipe foram para as audiências com uma forte tendência em favorecer a hipótese de Ancel Keys.

 

1977

Após a realização de seis audiências adicionais, o comitê de McGovern emite a versão final de "Dietary Guidelines for Americans". Onde pela primeira vez, uma agência do governo federal dos EUA diz ao povo para comer menos gordura. Nick Mottern, um vegetariano, cujos heróis incluíam Ancel Keys e Jeremias Stamler, foi o responsável pela tarefa de escrever as primeiras metas dietéticas para os Estados Unidos.

 

Em Washington, após as orientações terem sido liberadas, os cientistas do governo estavam quase horrorizados com o que os políticos haviam feito!

 

1978

O Xarope de Milho de Alta Frutose (HFCS) entra no mercado dos adoçantes. Em 1985, 50 por cento do adoçante consumido pelos americanos era HFCS. Em combinação o HFCS e o açúcar branco podem criar um "engarrafamento metabólico" no fígado, resultando tanto em uma maior produção de insulina, como também uma maior resistência à insulina.

      

1980

Níveis de obesidade nos EUA tinham permanecido entre 12 a 14 por cento entre 1960 e 1980. Depois de 1980, especialmente após 1990, a obesidade cresceu dramaticamente. Atualmente 49 estados têm taxas de obesidade maiores do que 20 por cento. 

      

O Departamento de Agricultura dos EUA libera as primeiras diretrizes oficiais sobre as deitas de baixa  de gordura (comer menos gordura, gorduras saturadas e colesterol). Finalmente, uma hipótese ainda não comprovada de que a gordura dietética é a causa de doença cardíaca tornou-se a pedra angular das políticas e da educação nutricional dos EUA e no mundo.

     

1982

Dois anos após a liberação das Diretrizes para dietas de baixa gordura um grande estudo (National Institutes of Health Study MRFIT) não consegue provar que essas dietas seriam mais seguras ou eficazes. Participantes do grupo que usaram uma dieta com baixo teor de gordura, ricas em carboidratos e em gorduras de origem vegetais tiveram mais mortes do que o grupo que receberam a orientação de escolher sua própria dieta. 

      

1984

Mais questionamentos aparecem. Um estudo patrocinado pelo NIH (Instituto nacional do Coração) faz uso de ajustamentos estatísticos e seu diretor, Basil Rifkind, declarou que agora o governo federal tinha prova definitiva de que a redução do colesterol e gordura diminuiria o risco de doença cardíaca. Muitos cientistas respeitáveis ​​questionaram a metodologia , as estatísticas de "risco relativo", e os resultados distorcidos do estudo, mas em 1984 uma "Conferência de Consenso" do NIH acaba com qualquer novo debate público.

 

Anthony Gotto, presidente da Associação Americana do Coração, disse: "Se todo o mundo buscar baixar o colesterol, vamos conquistar a aterosclerose até o ano de 2000." Embora milhões de pessoas estejam usando estatinas para baixar o colesterol, a incidência de doença cardíaca não diminuiu. Desde o ano de 2000, cinco novos hospitais com especialidade no coração e que custam mais de US$ 250 milhões de dólares foram construídas apenas em cidades de Minneapolis e St. Paul. 

      

1986

NIH e AHA estabelecem o Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol. Diretrizes são emitidas no ano seguinte. Pela primeira vez  o colesterol no fluxo sanguíneo maior do que 200 mg/dl é considerado como uma doença. Empresas de cereais e de óleos vegetais estão ansiosas em participar da "guerra contra o colesterol" juntamente com a Associação Médica Americana.

 

O FDA (Departamento de Administração de Drogas e Alimentos dos EUA) diz que "não existem evidências conclusivas" de que o açúcar causa doença cardiovascular. Desde aquela época, o governo não financia nenhum estudo para testar a hipótese. De acordo com as Diretrizes Dietéticas para Americanos de 2005, até 25 por cento das calorias podem ser consumidas como açúcar. 

 

1987

Ocorre uma descoberta "insólita" do Estudo de Framingham. Os residentes de Framingham em que os níveis de colesterol diminuíram nos primeiros 14 anos do estudo, foram mais propensos a morrer prematuramente de doença cardíaca e câncer do que aqueles nos quais o colesterol permaneceu o mesmo ou aumentou.

      

Mevacor, a primeira droga para baixar o colesterol (uma estatina), foi aprovada em tempo recorde. As Estatinas reduzem tanto o colesterol e quanto a Coenzima Q10 (CoQ10). Os  músculos e o coração usam a CoQ10. Não é de estranhar, então, que a incidência de insuficiência cardíaca congestiva tenha duplicado desde 1990.

 

1988

O Relatório sobre Nutrição e Saúde da Associação de Cirurgiões é lançado e é dada a máxima prioridade na redução da ingestão de gordura.

 

Depois de 20 anos pesquisando o metabolismo de carboidratos, Gerald Reavan da Universidade da Califórnia, anuncia a sua descoberta de "Síndrome X", agora conhecida como síndrome metabólica ou doença cardíaca relacionada com a diabetes. A Síndrome X é um conjunto de anormalidades, incluindo o açúcar elevado no sangue, os níveis elevados de insulina, triglicerídeos elevados e níveis baixos de HDL. Em seu livro "Síndrome X",  o Dr. Reaven disse que o culpado na doença cardíaca é o excesso de açúcar e o excesso de carboidratos, não a carne vermelha. 

      

1990

De acordo com o CDC (em Atlanta) a diabetes tipo II aumentou como um "trem desgovernado".


2000

O CDC informou que o risco de vida do diabético é agora de 1 para 3. Porque 80 por cento dos diabéticos morrem de coração doença, o "sistema de gestão da doença" nos EUA vão ter que se preparar para um grande aumento de doenças cardíacas.

 

O óleo de soja tem 70 por cento do mercado de gordura comestíveL. Oconsumo banha nutritiva menos de 1 quilo por habitante nos EUA. 

      

O consumo de açúcar em os EUA chega cerca de 75 kg por habitando por ano. 

      

1 bilhão de dólares foram gasto em estudos com foco na redução do colesterol LDL. Pouco ou nenhum dinheiro tem sido gasto pesquisando os perigos potenciais do açúcar adicionado aos alimentos, o óleos ômega-6 com origem em sementes ou a dieta oficial com baixo teor de gordura. 

   

2003

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de McGill encontrou que adolescentes obesos possuem corações aumentados o que é um forte preditor de problemas cardíacos graves no futuro. Os indicadores de doença cardíaca em crianças incluem resistência à insulina, níveis elevados de triglicerídeos e níveis reduzidos de HDL. 

      

2004

O nível obesidade em os EUA chega a mais de 30 por cento.

 

2005

As receitas da indústria do Fitness/Health  chega a 16 bilhões de dólares. Quase 40 milhões de americanos pertencem aos clubes de Fitness/Health. O  exercício não consegue reduzir a obesidade, diabetes ou a incidência de doença cardíaca. 

 

2010

O guia Alimentar (Dietary Guidelines) continua a preconizar as dietas de baixo teor de gordura, como mantra da saúde. O Comitê Consultivo (de 13 membros) que elaborou o guia, o teria feito a portas fechadas. Embora eles aleguem ter baseado sua revisão nas evidências científicas e médicas preponderantes, as evidências em favor de uma dieta com maior teor de gordura mais elevado foram simplesmente ignoradas.

 

2013

Em Dallas, a American Heart Association está convidando 33.000 especialistas cardíacos (profissionais que continuam a seguir o Evangelho baixo teor de gordura de acordo com Ancel Keys) para sua grande conferência anual. A cidade de Dallas constroi um luxuoso hotel quatro estrelas com 1100 camas. Phillip Jones, presidente e CEO do Dallas Convention & Visitors Bureau, disse que o evento pode gerar cerca de 86.000 dólares para a cidade. Nenhuma surpresa até aqui. O AHA é um superstar na área de angariar fundos, com ativos superiores a 1 bilhão de dólares. O CEO do AHA ganha mais de 500,000 dólares por ano para ser chefe da "policia das dietas de baixa gordura".

 

Na contra mão dos EUA a Suécia é a primeira nação a recomendar a oficialmente a ingestão de uma dieta com redução de carboidratos e sem restrição das gorduras naturais.

 

2014

É publicado em uma importante revista científica (Annals of Internal Medicine) um grande estudo que mostra questões importantes:

  • Não há evidências de que a gordura saturada na dieta aumente o risco de ataques cardíacos ou de quaisquer outros eventos cardiovasculares.

  • Não há evidências de que o consumo de gorduras insaturadas (como margarina) proteja contra doenças cardíacas.

  • Gorduras trans (exsitentes nas margarinas) são as que realmente fazem mal.

  • Gordura saturada até pode aumentar o LDL, mas aumenta também o HDL.

Estudo publicado no períodico Cardiology, Metabolic e Endocrine, mostra que uma dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas melhora a função cardíaca e a síndrome metabólica de pacientes diabéticos tipo 2, obesos ou com sobrepeso.

 

O jornal Britânico de Guardian publica uma importante matéria com o titulo "Porque quase tudo o que lhe ensinaram sobre comida ruim está errado". Falando sobre os equívocos nutricionais sobre a ingestão de gorduras e carboidratos.

 

A manchete de capa da revista Times de 12 junho é a seguinte:

 

O Ministério da Saúde do Brasil lança seu novo guia de recomendações alimentares para os Brasileiros. Nesse guia a recomendações sobre gordura dizem para que a ingestão de gordura seja reduzida. 

 

2015

A Associação Americana de Nutrição e Dietética recomenda aos orgãos oficiais americanos que considerem que a inexistencia de evidência de que gordura saturada esteja associada com o risco cardiovascular, que esse risco é aumentado com a elevada ingestão de carboidratos e que apoia a limitação da ingestão de colesterol em 300mg por dia.

 

2017

O Dr. Yusuf (McMaster University, Canadá) divulga no simpósio de cardiologia de Davos na Suíça os resultados do PURE Prospective Urban and Rural Epidemiological Study. Estes resultados mostram que as gorduras e proteínas animais não estão relacionadas com o risco cardiovascular.

 

Pesquisadores  Britânicos (link) demostram do ponto de vista molecular a possível relação entre a glicose e a doença de Alzheimer. Eles mostram que o excesso de glicose prejudica uma enzima vital envolvida com a resposta inflamatória nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

 

 

 

Abraços,

Carlinhos

 

 

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