UMA FORMA SIMPLES DE COMBATER A DEPRESSÃO!

 

Você sabia que a depressão atinge mais 300 milhões de pessoas?

Que o Brasil é o país da América Latina com o maior número de casos de depressão?

 

Que a depressão é um dos fatores risco para a Doença de Alzheimer?

 

Que a doença de Alzheimer atinge 10% das pessoas com 60 anos e que ao 70 seu risco de desenvolver esse tipo de demência será 9 vezes maior? 

 

Infelizmente essas doenças vêm comprometendo cada vez mais a saúde mental da população de todos os países do mundo, fazendo com que um número significativo destas pessoas se tornem incapacitadas na suas vidas sociais e produtiva.

 

 A Doença de Alzheimer ainda é considerada pela maioria dos profissionais da saúde como sem cura, onde  os medicamentos podem somente ser capazes de amenizar os sintomas. 

 

Tendo em vista estes fatos, a busca pela prevenção dessa e de outras doenças mentais é primordial para saúde de todos nós, jovens e idosos.

 

Aqui vem uma excelente notícia! 

 

Os exercícios aeróbicos, e também os de força, são eficazes na prevenção da depressão e do Alzheimer.

 

Também podem ser utilizados como auxiliares no tratamento dessa doença.

 

 

Então! Se você já faz exercícios regulares, continue! Pois, além de todos os benefícios que já conhece eles também irão manter a sua saúde mental.

 

Caso você conheça alguém com mais de 60 anos que não pratique exercícios regulares, estimule! Eles podem trazer excelentes resultados para aqueles são saudáveis e até mesmo para aqueles que já apresentam algum grau de demência.

             

 

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Caso queira conhecer a ciência por trás dessas informações leia o texto abaixo.

 

Grande abraço,

Carlinhos

 

 

EXERCÍCIO E SAÚDE MENTAL

 

Podemos definir sanidade mental com ter qualidade de vida cognitiva ou emocional ou ainda, a ausência de uma doença mental. Os problemas de saúde mental mais frequentes estão o estresse, dependência de álcool ou outras drogas, esquizofrenia, atraso mental, ansiedade, depressão e demência. Dentre todas essas as duas que mais atingem a população mundial hoje são a depressão e a doença de Alzheimer (demência).

 

Para entender melhor o que é saúde mental é necessário saber o que é função cognitiva. Um conjunto de funções que quando unidas formam nossos pensamentos, sentimentos e ações, das mais simples até as mais complexas.  Dentre as funções cognitivas temos a memória, percepção, linguagem, raciocínio, planejamento, atenção e a realização de movimentos complexos. A relação entre todas essas funções forma o sistema cognitivo, o comprometimento desse sistema está no estágio inicial dos problemas de demência [1].

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde entre 2005 e 2015 houve um aumento de 18% na incidência nos casos de depressão, onde mais de 300 milhões de pessoas no mundo tenham esse problema. O Brasil é pais com a maior incidência na América Latina com 5,8%. Um problema de saúde grave já que a depressão é uma doença incapacitante. Além disso, o Brasil tem a maior prevalência mundial de ansiedade, com 9,3% da população atingida. 

 

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, é uma doença cuja prevalência e incidência aumentam significativamente com a idade. Podemos dizer que há uma epidemia desse tipo de demência, após os 60 anos a incidência é 10% [2], com essa taxa dobrando a cada 5 anos. Uma pessoa com 69 anos tem 9 vezes mais chances de ter a doença e aos 95 anos essa taxa aumenta para 50%.

 

Quando se fala em forma de prevenção e consequente manutenção da saúde mental normalmente as recomendações incluem:

  • Não se isole;

  • Reforce os laços familiares e de amizade;

  • Diversifique os seus interesses;

  • Mantenha-se intelectual e fisicamente ativo;

  • Notando sinais ou sintomas de perturbação emocional, consulte o seu médico.

Nesse texto quero discutir com mais detalhes a questão que envolve o exercício.

 

Exercício e Depressão

 

Existe uma importante relação entre depressão e demência, já que sintomas depressivos e problemas de memória são fatores de risco para doença de Alzheimer [3], por isso o combate a estes sintomas é de vital importância.

 

Em 2013 um importante trabalho [4] teve como objetivo avaliar o efeito do treinamento aeróbico e do treinamento de força como um tratamento auxiliar para depressão, para isso foi realizada uma pesquisa entre todos os trabalhos publicados entre 1970 e 2011. Depois de selecionar 10 artigos, os autores demonstraram que tanto o treinamento aeróbico, como o treinamento de força são capazes de melhorar a resposta dos pacientes ao tratamento, sendo o treinamento aeróbico mais eficiente. É importante frisar que a eficácia do exercício é influenciada pela idade do paciente e pela gravidade dos sintomas.

 

Um ponto interessante sobre o exercício e a depressão é que tanto um programa de exercícios aeróbicos, exercícios de força e também exercícios de equilíbrio com sessões de 90 minutos e duração de 20 semanas [3], como sessões de 30 minutos realizadas por 10 semanas [5] podem ser consideradas como alternativas não farmacológicas para o tratamento de depressão.

 

Exercício e a Doença de Alzheimer

 

Existem evidências de que tanto as atividades aeróbicas intermitentes quanto as de longa duração realizadas durante o períodos evolutivo para caça e coleta de alimentos tenham sido um fator responsável pelo aumento do tamanho dos componentes cerebrais e melhoras do desempenho cognitivo dos seres humanos [6]. Essas evidências se fortalecem quando é levantada a hipótese de que o exercício aeróbico esteja ligado a formação de novos neurônios em uma região do cérebro humano chamada hipocampo, responsável pelo humor e as funções cognitivas [7].

 

Além do exercício aeróbico ser um dos responsáveis pela evolução do nosso cérebro, ser capaz de formar novos neurônios, ele pode combater a diminuição cognitiva gerada pelo envelhecimento já que o aumento da aptidão cardiorrespiratória pode compensar esse declínio [8].

 

Em 2008n11 estudos experimentais [9] foram avaliados para determinar se o aumento da condição cardiorrespiratória gerado pelo treinamento aeróbico era capaz de melhorar a função cognitiva em pessoas com mais de 55 anos. Os autores concluíram que existem evidências de que as atividades aeróbias que melhoram a aptidão cardiorrespiratória são benéficas para a função cognitiva em idosos saudáveis, com efeitos observados para função motora, velocidade cognitiva, atenção auditiva e visual. Mas, foi ressaltado que mais estudos seriam necessários antes de uma conclusão definitiva.

 

Mais recentemente em 2015 [10], em 2017 [11] e 2018[12] outros trabalhos experimentais que avaliaram os efeitos dos exercícios aeróbicos sobre a função cognitiva mostraram que ocorre melhora dessa variável em pessoas entre 60-88 anos. As melhoras geradas nas funções cognitivas ocorreram em idosos saudáveis com períodos de 3 meses de treinamento [10, 11] como também em idosos que já tinham sua função cognitiva diminuída [12], sendo que nesse caso o período de treinamento foi de 6 meses.

 

 

Considerações Finais

 

As evidências científicas existentes até o momento justificam a realização dos exercícios aeróbicos como uma ferramenta de prevenção e tratamento para a depressão, diminuição das funções cognitivas e também para a Doença de Alzheimer. Isso se justifica pelos resultados positivos gerados por esse tipo de exercício sobre a formação de novos neurônios em importante aéreas do cérebro, assim como as melhoras cognitivas associadas com o aumento da condição cardiorrespiratória.

 

 

REFERÊNCIAS

 

[1] Chirles TJ, et al. 2017. Exercise Training and Functional Connectivity Changes in Mild Cognitive Impairment and Healthy Elders. DOI: 10.3233/JAD-161151

 

[2] Zonderman AB. 2005. Predicting Alzheimer's disease in the Baltimore longitudinal study of aging. DOI: 10.1177/0891988705281863

 

[3] Makizako H, et al. 2015. Effects of exercise and horticultural intervention on the brain and mental health in older adults with depressive symptoms and memory problems: study protocol for a randomized controlled trial [UMIN000018547]. DOI: 10.1186/s13063-015-1032-3

 

[4] Silveira H, et al. 2013. Physical exercise and clinically depressed patients: a systematic review and meta-analysis. DOI: 10.1159/000345160

 

[5] Dimeo F, et al. 2001. Benefits from aerobic exercise in patients with major depression: a pilot study. PMID: 11273973

 

[6] Raichlen DA, Polk JD. 2013. Linking brains and brawn: exercise and the evolution of human neurobiology. DOI:  10.1098/rspb.2012.2250

 

[7] van Praag H. 2008. Neurogenesis and exercise: past and future directions. Neuromol. DOI: 10.1007/s12017-008-8028-z

 

[8] Colcombe SJ, et al. 2004. Cardiovascular fitness, cortical plasticity, and aging. DOI: 10.1073/pnas.0400266101

 

[9] Angevaren M, et al. 2008. Physical activity and enhanced fitness to improve cognitive function in older people without known cognitive impairment. DOI: 10.1002/14651858.CD005381.pub3

 

[10] Barcelos N, et al. 2015. Aerobic and Cognitive Exercise (ACE) Pilot Study for Older Adults: Executive Function Improves with Cognitive Challenge While Exergaming. DOI: 10.1017/S1355617715001083

 

[11] Chirles TJ, et al. 2017. Exercise Training and Functional Connectivity Changes in Mild Cognitive Impairment and Healthy Elders. DOI: 10.3233/JAD-161151

 

[12] Anderson-Hanley C, et al. 2018.  The Aerobic and Cognitive Exercise Study (ACES) for Community-Dwelling Older Adults With or At-Risk for Mild Cognitive Impairment (MCI): Neuropsychological, Neurobiological and Neuroimaging Outcomes of a Randomized Clinical Trial. DOI: 10.3389/fnagi.2018.00076

 

 

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